Fim de semana em York

Olás #quarenteners!

tudo certo por ai? Por aqui, tudo certo, vida aos poucos voltando ao normal. Seja lá qual for o novo normal. Bora falar da viagem de fim de semana, pra York? Para comemorar meu aniversário?

A primeira vez que eu visitei York, foi no Natal de 201… não lembro. Mas foi meio que por acaso, voltando da Escócia. Paramos na cidade com a intenção de jantar e dormir por lá, pra seguir viagem no dia seguinte. Mas não tivemos sorte. Primeiro porque, sendo Natal, estava tudo esgotado – ou absurdamente caro! – segundo porque, com as chuvas fortes dos dias anteriores, a cidade estava já semi alagada. O rio que “corta” a cidade transborda com frequência e numa velocidade assustadora. Enfim, jantamos em York e saímos em busca de outro lugar pra dormir. Na manhã seguinte, em outra cidade, vimos no noticiário, o restaurante onde jantamos, com água já cobrindo as cadeiras! Mas mesmo assim, achei a cidade muito lindinha e cismei que queria voltar, de preferência, outra época do ano. 🤞🏼

Pula para 2021. Estamos saindo da pandemia da Covid-19. Meu aniversário chegando e eu pensando o que fazer para comemorar a data, já que ano passado foi em lockdown real e oficial. Dentre as opções de viagem, curta, dentro do Reino Unido, York bateu na porta e eu agarrei. hahahaah O governo tinha acabado de liberar a opção de “dormir” fora, até então só estava liberado viagens de um dia. York daria fácil para ir num dia e voltar no outro, seriam duas horas de trem, ou quatro horas de carro. Reservei um hotel para mim e minha amiga, reservamos um restaurante pra jantar e pronto. Tudo certo. 🥳

Saímos de Londres no sábado de manhãzinha. Antes das 6h da manhã. Eu dirigi por pouco mais de duas horas, com o braço dolorido pós vacina de Covid-19 até desistir e dar o carro pra Thaís, que terminou a viagem. Chegamos em York e fomos direto tomar um english breakfast na beira do rio. Era pouco mais de 10h da manhã e o sol estava forte, o céu azul, dia estava quente, lindo. Já fomos bater perna, conhecer alguns pontos turísticos, sem pressa e sem obrigação de parar ou fazer alguma coisa.

A cidade, foi fundada pelo Romanos em 71 AC e tem muita história pra contar! Super vale a pena, seja uma visita rápida de dois ou três dias ou até mais. Dá pra fazer uma viagem romântica, dá pra fazer uma viagem entre amigos, dá pra curtir pesado se quiser. Tem coisa pra ver, pra fazer, pra conhecer e dá pra relaxar também. 🤩

E, se quiser, dá pra voltar também! hahaaha Eu encontrei na internet, uma rota bem bacana da cidade antiga e deixei salvo nos meus favoritos no celular, chegando lá, foi so seguir a rota. Vem ver o que visitamos. Dos 11 itens da rota, fizemos sete!

1. York Railway Station, 1AB Station Road – Essa vai ficar para a próxima visita. Pensando bem, agora não sei porquê não a visitamos. Essa estação de trem foi construída em 1877. Foram três anos de construção e até hoje ela é considerada o melhor exemplo de engenharia do período Vitoriano (Na história do Reino Unido, a era vitoriana foi o período do reinado da rainha Vitória, de junho de 1837 até sua morte em janeiro de 1901). Quando foi inaugurada, era a maior da Europa! HP fãs: no primeiro filme, a cena em que Harry atravessa uma ponte com Hagrid, foi gravada nessa estação. No filme eles mencionam Kings Cross em Londres, mas na verdade, foi gravada em York.

2. Ouse Bridge, Bridge Street – Praticamente nossa primeira parada. Foi ali que paramos para o café da manhã inglês, na beira do rio. Nessa parte do rio ficava o principal porto para os navios em direção ao mar, na cidade, e Skeldergate era o principal doca de York durante o período medieval. A palavra Ouse em Celta quer dizer “água”. Logo, River Ouse significa “Rio Água”. Tão criativos! hahahaah

3. Clifford’s Tower, Tower Street – Fechado para manutenção. Então, fica para a próxima. Essa torre tem uma história legal – como tudo por aqui, se voce for do tipo que gosta de história! – A torre é um símbolo orgulhoso do poder dos reis medievais da Inglaterra. Originalmente construído por Guilherme, o Conquistador, para subjugar os rebeldes do norte, foi totalmente queimada duas vezes, antes de ser reconstruído por Henrique III no século XIII. A torre é assim chamada porque Roger de Clifford foi executado por traição contra Eduardo II e enforcado em correntes nas paredes da torre!!!

4. JORVIK Viking Centre, 19 Coppergate – Não fizemos questão de visitar esse ponto. A barbárie da era Viking me impressiona demais. Mas… para quem gosta (ou tem estômago), ali dentro dá pra ter uma idéia real do período mais antigo da cidade de York. A cidade foi fundada pelos romanos, tomada pelos vikings, depois Vikings, que dominaram o Reino Unido antes dos Romanos. Grande parte dos artefactos lá dentro são reais.

5. Shambles, Kings Square – Shambles é a rua mais antiga da cidade e a mais bem preservada da era medieval (Séc V – XV), apesar das fachadas já não serem mais originais. A rua entigamente era um “mercadão” de carnes e era estreita para proteger a carne da luz direta. Hoje ela abriga lojinhas diversas e cafés dignos de uma visita. A palavra shambles, and Anglo-saxônico siginifica “prateleira que vende carne”. =)

6. Shambles Market Sign, Parliament Street – O letreiro do mercadão é feito to ferro forjado. O mercadão histórico é um dos maiores do norte da Inglaterra e abre a semana toda, o ano todo. Ali tem de tudo… de comida à artesanato, à peças vintages, jardinagem…

7. York Minster, York Minster – A catedral de York! Essa não pode passar batido, é parada obrigatória! A maior catedral gótica medieval do norte da Inglaterra é uma realização artística e arquitetônica com seus vitrais de mais de 800 anos. 800 anos!!! A catedral tem mais de 150 metros de comprimento, 30 metros de largura e uma torre central com 60 metros de altura. Foram mais de 250 anos para ser concluída e é a catedral mais visitada da Grã-Bretanha. Acredita-se que foi ali que Constantino foi proclamado Imperador do Império Romano Ocidental em 306, antes de se converter ao Cristianismo em 312. Ahhh, outra coisa: Constantino foi o primeiro líder romano a instigar uma celebração do nascimento de Cristo – o Natal – como conhecemos hoje! Na frente da catedral tem uma estátua dele. Mas não rolou uma foto com ele.

8. York Art Gallery, Exhibition Square – logo na entrada do museu, voce vê a estatua de William Etty, cidadão e artista ilustre de York, nascido em 1787 e ficou famoso pelas suas pinturas de nú feminino. Um absurdo!!! Imagina?! hahahah . O Museu de York é conhecido mundialmente por abrigar um centro de arte em cerâmica, tornando-o líder mundial no quesito. Com todas as restrições do Covid ainda rolando, e sem entrada para uma exibição em específico, nós mal passamos do saguão do museu. Mas vale muito a visita, só pela arquitetura!

9. St Mary’s Abbey, Museum Gardens – Aqui, acho que posso dizer que foi meu lugar favorito!!! ❤️❤️❤️ Eu amo uma ruína. Seja casa, cidade, igreja, castelo então… Quase morro! E St Mary’s Abbey é exatamente isso. Ao redor das ruínas da abadia, hoje existe o jardim do museu botânico de York. Ja falei que um dos meus passeios favoritos por aqui é visitar parques e jardins? Tipo, tiquei todos os items da lista, nesse único lugar! hahahaah A Abadia de Santa Maria foi construída em 1088 e era um dos mosteiros beneditinos mais ricos e poderosos da Inglaterra. Após a dissolução dos mosteiros em 1500, os edifícios da abadia foram convertidos em um palácio para o rei da Inglaterra quando ele visitou York e foi se destruindo ao poucos, ao longos dos anos, diferentemente de muitas que foram bombardeadas ou coisa do tipo. As paredes que cercam a Abadia foram construídas a partir de 1260 e continuam sendo o conjunto de paredes da abadia mais completo do país. É de uma grandiosidade incrível…

10. City Walls, Station Rise – York, assim como Londres e outras cidades fundadas pelos Romanos, antes de Cristo, é uma cidade murada. Ou seja, foi construída dentro de uma muralha, por questōes de proteção. O tempo passou, a cidade cresceu e a muralha perdeu sua função principal, mas permanece ali, como prova viva da história e atração turística. Ela foi originalmente construída em madeira, em 71 AC, foi destruída e reconstruída algumas vezes e a versão atual, feita em pedra foi erguida no séc XIII, para defender York dos Escoceses.

11. National Railway Museum, Leeman Road – Não chegamos até lá. Tá aí uma desculpa pra voltar! hahaaha O Museu Ferroviário Nacional é responsável pela maior coleção de carruagens reais do mundo. Exposta ali, toda a coleção ferroviária da familia Real, desde a Rainha Victoria até o Rei Eduard VII, sendo o trem Gladstone o mais famoso deles. Ele foi construído em 1882 e saiu dos trilhos em 1926, após viajar um total de 1.346.918 milhas!

Visitamos o Guys Faulkes Inn, o local onde nasceu e cresceu Guy Faulkes, o cara que tentou implodir o parlamento inglês e se deu mal, virou piada. Mas o atentado mal sucedido é lembrado e celebrado até hoje!

Também fizemos amizade com um coruja…

E terminamos nossa viagem com um afternoon tea cruise pelo Rio Ouse. Foram dois dias muito legais e quero falar mais sobre as atrações, listadas e não listadas, em outros post.

E eis um resumão da viagem de aniversário pra York, em maio. =)

Bjinhos,

Cibele

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