A Muralha de Londres!

Olás #quarenteners!

Espero que esteja tudo bem – na medida do possível né? – por aí. Vamos falar um pouco de história?

Londres foi fundada pelos Romanos em 43 A.C. – Ou seja, a cidade tem mais de 2 mil anos e muita história pra contar!

Inicialmente a cidade era protegida por uma grande muralha. Essa muralha cumpriu sua função por muitos séculos até se tornar obsoleta, sendo aos poucos destruída por vários fatores, em vários momentos ao longo do desenvolvimento da cidade. Algumas partes dela ainda estão em pé, preservadas pela cidade, em uma mistura linda de história e modernidade. De passado e presente, bem na nossa cara!

Foi na década de 1980, que o Museu de Londres – que ainda não visitei, mas está na lista! – montou uma rota de caminhada auto-guiada ao longo das ruínas da Muralha Romana de Londres, para os apaixonados por história. Originalmente eram 21 placas ao longo de uma rota de 2,8 km (1,75 mi). Algumas dessas placas se perderam – a gente vai descobrir o porquê ao longo da caminhada – e hoje restam pouco mais de 11 delas.  Então, pra quem tem interesse em fazer essa caminhada, é praticamente indispensável ter uma rota “em mãos”. 

Eu encontrei um guia bem detalhado na internet e segui todos os passos indicados. A Valerie fez todo um trabalho minucioso e merece os créditos. Ela também salvou todo o mapa no Google então é fácil salvar no celular e seguir as direções. Não é a toa que o post dela foi lido mais de 20 mil vezes.  Como diz uma amiga minha, ela “merece o Tocantins inteiro, porque Palmas é pouco!” #ComentárioNerd #GeografiadoBrasil

A rota toda deu pouco mais de 3.5km. Fiz num dia de semana durante o primeiro lockdown causado pela pandemia do COVID 19, em 2020. O dia estava lindo e foi um ótimo passeio. Tanto para minha saúde mental quanto para a saúde física. Pra quem gosta de história, super recomendo! Tem vídeo no meu canal no YT, porquê né, não iria perder a oportunidade. =)

Prontos? Escolhe um calçado confortável, pega sua garrafa d’água e a câmera! 

Em teoria, voce pode fazer a caminhada começando a partir da Tower of London (ponto 1) em direção ao Museu de Londres (ponto 21) quanto ao contrário. Acho que começar do início é a melhor opção por questões óbvias: as placas com dados históricos.  Dentro da Tower of London também tem partes da muralha, então se voce quiser dá pra fazer a visita ao castelo e depois fazer a caminhada. No caso, a Tower of London estava fechada, então esse passeio vai ficar para outro dia! =) 

O passeio começa no lado norte da Torre. Na passagem que liga a Tower or London à estação de metro chamada Tower Hill.  É praticamente impossível perder o ponto, porque são ruínas do que segundo o mapa, era um poço. A primeira placa traz uma explicação geral da história da muralha: 

Placa N.º 1 – Postern Gate na Torre

“Por quase 1.500 anos, o crescimento físico da cidade de Londres foi limitado por sua parede defensiva. A primeira parede foi construída pelos romanos em cerca de 200 DC, cento e cinquenta anos após a fundação de Londinium. Estendeu-se por 2 milhas (3,2 km), incorporando um forte pré-existente. No século 4, os romanos fortaleceram as defesas com torres na seção oriental da Muralha. 

A Muralha Romana formou a base da posterior Muralha da Cidade. Durante o período saxão, a muralha se deteriorou, mas sucessivas reconstruções e reparos no período Medieval e Tudor restauraram-na como uma defesa. Com exceção de um realinhamento medieval na área de Blackfriars, a Parede manteve sua linha original inalterada ao longo dos séculos. A partir do século 17, à medida que Londres se expandia rapidamente em tamanho, o Muro não era mais necessário para a defesa. Muito dele foi demolido nos séculos 18 e 19 e onde as seções sobreviveram foram enterradas sob lojas e armazéns. Durante o século 20, várias seções foram reveladas por escavações e preservadas.”

Seguindo em direcão à segunda placa é só caminhar no sentido da estação de Tower Hill. Suba o primeiro lance de escadas e vire à direita na área do jardim. Você verá uma grande parte da Muralha Romana. É até um pouco intimidador. A placa número 2 está localizada no canto à sua esquerda. Nesse jardim, voce vai ver também uma estátua de Emperador Romano Trajano. 

Placa N.º 2 – Muralha da Cidade em Tower Hill 

“Esta seção impressionante de parede ainda tem uma altura de 35 pés (10,6 m). A obra romana sobrevive ao nível do passeio de sentinela, com 4,4 m de altura, com cantaria medieval acima. A parede foi construída com blocos de ragstone que imprensavam um núcleo de entulho e argamassa. Camadas de ladrilhos vermelhos planos foram usadas em intervalos para dar força e estabilidade extras. Completa com suas ameias, a Muralha Romana teria cerca de 6,3 m de altura. Fora da Muralha havia uma vala defensiva.

Ao norte está o local de uma das torres acrescentadas ao exterior da muralha no século IV. As pedras recuperadas de suas fundações em 1852 e 1935 incluíam parte da inscrição do memorial do túmulo de Júlio Classicianus, o procurador provincial romano (administrador financeiro) em 61 DC.

No período medieval, as defesas foram reparadas e aumentadas. O trabalho em pedra era mais irregular com uma caminhada de sentinela com mais de 3 pés (0,9 m) de largura. A oeste ficava o cadafalso de Tower Hill, onde muitos prisioneiros famosos foram decapitados publicamente, o último em 1747.”

Seguindo para a placa número 3, preste bem atenção, pra não dar a volta nela – porque eu perdi o ponto! Hahahah Saindo do jardim, suba as escadas em direção à estação Tower Hill. Chegando na estação vire à esquerda e contorne o prédio, virando à direita na esquina em direção à Praça da Trindade. Caminhe até chegar à entrada do hotel CitizenM e vire na entrada. Foi aqui que eu perdi o ponto! A muralha está do outro lado no pátio da entrada do hotel. Então voce precisa literalmente “entrar” no hotel. Caminhe até o final e você verá outro grande trecho de parede. Essa é provavelmente minha parte favorita das ruínas da muralha. Adoro a riqueza de detalhes e a placa número 3 que está do outro lado da parede, passando pelo arco, tem muitas informações legais. 

Placa N.º 3 – Muralha da Cidade em Cooper’s Row

“A parede aqui sobrevive a uma altura de 35 pés (10,6 m). A seção inferior, 14½ pés (4,4 m), é romana e fica na altura da passagem do sentinela. Vê-se o característico azulejo vermelho e o ragstone e na base, na face externa, o pedestal de arenito vermelho que marca o nível do solo romano. Durante o período medieval, a parede foi elevada em 21 pés (6,2 m) com alvenaria irregular que se estreitou para um passeio de sentinela de 3 pés (0,9 m) de largura. Ao mesmo tempo, a vala fora da Muralha foi refeita e alargada.

Uma escada dupla conduzia ao passeio da sentinela medieval. Em ambos os lados estão lacunas que podem ser usadas por arqueiros. Não há meios de acesso sobreviventes e as lacunas foram provavelmente alcançadas por uma plataforma de madeira encaixada nos orifícios de encaixe que são visíveis. Não há paralelo para este arranjo em outras partes da Parede, indicando que um cuidado especial foi tomado com as defesas próximas à torre. A face externa dá uma boa impressão da força original das defesas de Londres.”

Minha cabeça, que funciona muito bem ao estilo “O Fantástico Mundo de Bobby” já super visualizou batalhas com arqueiros arremessando flechas em chamas e todo aquele drama dos filmes. Hahahaha #soudessas #mejulguem

A partir daqui, começa o drama das placas que não existem mais. 

A Placa N.º 4 – Muralha da Casa do Imperador não existe mais, mas para alcançar a placa seguinte você passará pela área onde ela estava. Saia do pátio e vire à esquerda na Crescent. Suba a Crescent até o cruzamento e atravesse para ir direto para a Vine Street. A placa número 4 encontrava-se anteriormente na Vine Street, com os restos reais visíveis através de painéis de vidro no pátio. No momento a maior parte da Vine Street é dominada por uma zona de construção. Quando estiver concluído, o novo edifício deve permitir que os visitantes vejam uma parte importante da parede.

Da área onde a placa nº 4 ficava na Vine Street, continue subindo a rua. Quando você chegar ao cruzamento com a India Street, vire à esquerda e depois à direita na Jewry Street. Continue na Jewry Street até o cruzamento com a Aldgate High Street. Atravesse a Aldgate High Street e siga até o muro do pátio da escola faixa de pedestres.

A placa número 5 está quase que escondida, no muro baixinho da John Casa School, de frente para a Fenchurch, atrás de um suporte para bicicletas. Pois é, também quero puxar a orelha do amiguinho que re-projetou a area!

Placa N.º 5 – Aldgate (City Gate)

“Quando a muralha da cidade romana foi construída (c 200 DC), um portão de pedra talvez já cruzasse a estrada romana que ligava Londres (Londinium) a Colchester (Camulodunum). O portão provavelmente tinha entradas gêmeas flanqueadas por torres de guarda. Do lado de fora do portão, um grande cemitério se desenvolveu ao sul da estrada. No final do século 4, o portão pode ter sido reconstruído para fornecer uma plataforma para catapultas.

O portão romano aparentemente sobreviveu até o período medieval (chamado Alegate ou Algate) quando foi reconstruído em 1108-47, e novamente em 1215. A continuação de sua importância foi assegurada pela construção do grande Priorado da Santíssima Trindade logo dentro do portão. O portão medieval tinha uma única entrada flanqueada por duas grandes torres semicirculares. Foi durante este período que Aldgate teve seu residente mais famoso, o poeta Geoffrey Chaucer, que viveu em quartos acima do portão desde 1374 quando era funcionário da alfândega no porto de Londres.

Aldgate foi completamente reconstruído em 1607-9, mas foi finalmente demolido em 1761 para melhorar o acesso ao tráfego.”

Aqui meu coração se despedaça. Por quê demolir o portal?! Por quêêêê?? Dá pra ver um pedaço da muralha pelas janelas de uma escritório – o WeWork no número 77 Leadenhall (é só virar a esquina). Seguimos em direção à placa número 6 que…

Placa N.º 6 – Muralha da Cidade em Duke’s Place – A placa numero 6 está inacessível devido ao fechamento de uma passagem que havia no local e mostrava um corte transversal da parede romana em azulejos. Essa passagem foi fechada quando Aldgate Place foi convertido em uma área de pedestres apenas. 

Seguimos para a placa número 7. Do canto noroeste de Aldgate Place em Duke’s Place, continue até Duke’s Place no lado oeste da estrada – ela se tornará Bevis Marks. Antes da esquina da Bevis Marks com a Bury Street, você pode ver a placa nº 7 na parede da sinagoga.

Placa N.º 7 – Muralha da Cidade em Bevis Marks

“A gravura mostra a área em torno de Bevis Marks como ela apareceu (c 1560-70) no reinado de Elizabeth I. A muralha da cidade, Aldgate, quatro torres e a vala da cidade podem ser vistos claramente. Embora o Muro já tenha desaparecido nesta área, muitas das ruas ainda sobrevivem hoje.

Fora da parede, haviam armações de sustentação de madeira usadas para esticar o tecido recém-tecido (a origem da frase “estar em ganchos de sustentação”). Uma fundição de armas também pode ser vista perto da Igreja de St Botolph, no final de Houndsditch. Além, havia campos abertos (Spital Fields) que se estendiam em direção às aldeias de Shoreditch e Whitechapel.

O historiador John Stow, escrevendo por volta de 1580, registrou as muitas tentativas mal sucedidas de evitar que a vala da cidade se tornasse um depósito de lixo, incluindo os cães mortos, o que deu o nome a Houndsditch. No século XVII, a vala foi finalmente preenchida e a área destinada a jardins.”

Respira. =)

Agora vem mais placas desaparacidas e a historia é legal! Saindo da placa número 7, na Bevis Marks, vamos em rumo a placa número 8. Que infelizmente não existe mais, assim como as placas números 9 e 10. 

A gente vai continuar subindo a Bevis Marks até a Rua Camomille, atravessando a rua que a essa altura já mudou de nome e agora é Wormwood Street. A Placa número 8 ficava nesse cruzamento, mais precisamente onde hoje tem esse arranha-céu da Salesforce. É nesse prédio também que ficam o SushiSamba e o Duck Waffle dois restaurantes/Bares que são parada obrigatória na cidade. Agora o interessante fato para ela não existir mais:

A Placa N.º 8 – Bishopsgate (City Gate) foi originalmente afixado em uma parede que foi destruída por uma bomba do IRA em 1993. Tipo, 1993 foi “meio” que ontem! Outro fato interessante sobre Londres: até hoje são encontradas bombas da Primeira e da Segunda Guerra – ou sabe Deus qual outra guerra – que não explodiram. Quando isso acontece rola toda uma comoção para esvaziar o local e uma equipe anti bombas vem desarmar a bendita. É super interessante acompanhar! 

Seguimos em direção à placa número 9 vamos até os jardins de St. Botolph-without-Bishopsgate, é só atravessar a rua. 

A Placa N.º 9 – Muralha da Cidade em São Botolfo não existe mais. Hà!!! Ela estava originalmente localizada no cemitério de Bishopsgate, mas com as alterações do local, ela desapareceu. Como me perdem uma placa histórica?! Alguém me explica?!

Seguimos. De St. Botolph-without-Bishopsgate Gardens, saia do pátio e vire à esquerda na Old Broad Street e depois à direita na London Wall – basicamente a Bevis Marks que virou Wormwood Street. Continue no lado norte da “London Wall” até chegar à igreja All Hallows-on-the-Wall. 

Valendo um chá inglês para quem adivinhar o status da placa número 10. Valendo!

A Placa N.º 10 – Muralha da Cidade em Todas as Relíquias – Nāo existe mais. =( Foi originalmente montada ao longo da parede fora de All-Hallows-On-The-Wall, onde a seção medieval foi usada na parede do cemitério. A parte romana está abaixo do nível do solo, mas a sacristia da igreja foi construída sobre as fundações de sua torre. Agora só é possível ver o suporte que segura a placa. A placa mesmo, só Deus sabe!

Sim, são três placas seguidas que desapareceram. duas delas sem explicação.

De All Hallows-on-the-Wall, continue ao longo do London Wall até a interseção com Moorgate. Virando à direita na Moorgate, a próxima placa é visível já na esquina.

Placa N.º 11 – Moorgate (Portão da Cidade)

“Moorgate era o único portão cujo nome descrevia sua localização, pois dava acesso ao pântano que se estendia ao longo do lado norte da cidade. No início do período romano, a área era bem drenada pelo riacho Walbrook, mas a construção da muralha da cidade (c AS 200) impediu a drenagem natural e causou a formação de um grande pântano fora da muralha.

Não havia nenhum portão romano aqui, mas na Idade Média um pequeno portão foi construído. Em 1415 foi totalmente reconstruído pelo prefeito Thomas Falconer e a gravura o mostra após uma reconstrução substancial como um único portão, ladeado por torres. Ao longo do século 16, foram feitas tentativas para drenar o pântano e dentro de cem anos toda a área foi planejada com areas para pedestres e avenidas com árvores. Em 1672, Moorgate foi reconstruída como uma entrada cerimonial imponente. Este foi demolido para melhorar o acesso ao tráfego em 1761. A muralha da cidade a leste foi incorporada ao Hospital de Bethlehem (Bedlam) para os insanos. Este longo trecho da Muralha foi finalmente demolido em 1817.”

E eu novamente me pergunto: porquê demolir?! Porque não manter e incorporar de alguma forma ao novo projeto? Mas enfim… #arquitetosmeajudem

A placa número 11 está localizada onde a Moorgate Street encontra o London Wall. Acima da placa, há um marcador onde ficava o Moorgate até sua destruição em 1761. O nome Moorgate vem da grande lamaçal/aguaçal que se estendia a partir deste ponto da Parede.  Aliás esse tipo de area é bem comum em todo o Reino Unido. Culpa da geografia mesmo. Por isso você vê muitos lugares chamados “alguma coisa Moor”.

Continuando nosso passeio, ao longo do lado norte da London Wall, atravessamos a Fore Street. Chegando na London Wall Place, vire à direita no pátio do St. Alphage Gardens. A partir de agora, temos ótimos exemplares da muralha incorporados ao novo layout da cidade. Para a minha alegria! =D

A Placa N.º 12 – Muralha da Cidade em St. Alphage – surpreendentemente não existe mais. Mas estava localizada nos Jardins de St. Alphage que agora é uma área aberta ao público. Dá pra ver o outro lado da muralha, se voce for até os jardins de Salter’s Hall. O suporte para a placa ainda existe, mas está localizado atrás de algumas barricadas, numa area privada. De qualquer forma, ali voce também consegue observar a grandiosidade da muralha dos dois lados. HEARTEMOJIS

Para chegar à placa número 13 saindo do Jardim St. Alphage, caminhe sentido ao cruzamento com a Wood Street. A placa está no muro de um prédio à direita. Além da placa indicando a Muralha de Londres tem também uma segunda placa indicando a existência de um outro portal que foi destruído em 1761 durante as reformas para melhorar o tráfego na cidade de Londres. 

Placa N.º 13 – Cripplegate (City Gate)

“Cripplegate era originalmente a entrada norte do forte romano, construído em 120 DC. Este portão romano provavelmente permaneceu em uso pelo menos até o final do período saxão, quando é mencionado nos documentos dos séculos X e XI. O portão foi reconstruído em 1490. Ao longo de sua história, o Cripplegate tem uma variedade de usos. Foi alugado como alojamento e também, como o mais famoso Newgate, usado como prisão. 

Após a restauração de Carlos II em 1660, todos os portões da cidade foram destruídos e as portas levadiças abertas, tornando-as inúteis para a defesa. Os portões sobreviveram mais um século como entradas cerimoniais antes de serem demolidos.

Cripplegate dava acesso a um substancial subúrbio medieval e ao vilarejo de Islington. Trabalhos defensivos extras fora do portão deram origem ao nome Barbican, que foi posteriormente usado como o nome para a reconstrução da área após a Segunda Guerra Mundial.”

Deixando a placa número 13, vire à direita e atravesse a Wood Street, depois vire à esquerda para St. Giles Terrace e atravesse sentido ao Barbican. Antes de chegar na igreja St. Giles Cripplegate vire à esquerda e caminhe até a grade no “fim” da viela. Ali está a nossa próxima placa.

A Placa N.º 14 – Muralha e Torres da Cidade está localizada na grade. E ali é possível ver um extenso trecho da muralha assim com parte da Torre St Giles Cripplegate à sua direita.

“Esta seção da muralha formava originalmente o lado norte do forte romano, construído por volta de 120 DC. As defesas foram completamente reconstruídas no início do período medieval e a maior parte das pedras remanescentes datam dessa época.

O lago moderno indica a posição aproximada da vala medieval, que então continha um “grande estoque de peixes muito bons, de diversos tipos”. No século 13, uma série de torres foi adicionada ao exterior da Muralha e os restos de duas tais torres sobrevivem aqui. As ameias nesta seção foram reconstruídas em tijolo, provavelmente no final do século 15, como em St Alphege.

Desde o início do período medieval, cresceu um subúrbio fora da Muralha em torno da igreja de St Giles, fundada por volta de 1090. Depois que a vala foi preenchida durante o século 17, a Muralha da Cidade tornou-se o limite sul do cemitério. Isso garantiu a sobrevivência do Muro até 1803, quando, “por causa dos incômodos frequentes cometidos por algumas das classes mais nobres de pessoas, que tiveram que habitar as instalações adjacentes”, ele foi demolido. 

Barbican é uma area linda, super cultural. Eu adoraria morar aqui! Hahahah Essa parte é boa também para fazer um break, dar uma respirada e se o dia estiver quente, com sol, curtir os jardins e a vista da muralha, afinal, voce provavelmente está aqui por causa dela. Para as próximas placas, rola meio que uma caça ao tesouro. Hahaha é hora de recuperar a energia!

Bora ruma à placa número 15? 

Voce vai ter que refazer o caminho de chegada até essa última placa, saindo da área do Barbican. Vire à direita na Wood Street e novamente à direita na London Wall e caminhe até chegar a uma rampa curva que desce para o estacionamento, no seu lado direito mesmo. A essa altura voce já vai ver uma parte da muralha. Desça e vire à direita nos jardins. Caminhe ao longo da seção da parede à sua esquerda e passe a torre à sua direita até chegar ao canto da parede. Eu sei, parece complicado, mas chegando lá, faz sentido! Basicamente, voce está indo em direção aquela torre que voce consegue ver na placa 14, do outro lado da grade. Entende? Ela está quase escondida, no seu lado direito mesmo…

A Placa N.º 15 – Torre St. Giles Cripplegate é onde o caminho de pedra encontra a sujeira e a grama em um pátio traseiro da propriedade Barbican. A placa está localizada na esquina de uma parede de tijolos. Esse “prédio” não faz parte da Muralha de Londres, mas você pode ver partes da muralha romana e medieval bem como as ruínas da Torre do Cripplegate de St. Giles à esquerda quando em frente à placa. Essa placa também fica meio que escondida, principalmente se as plantas ao redor estiverem grandes demais.

“Esta torre medieval marca o canto noroeste das defesas romanas e medievais. A maior parte da Muralha Romana foi totalmente reconstruída no início do período medieval. Em 1211-13, uma nova vala defensiva foi cavada ao redor da muralha e logo depois uma série de torres foi adicionada ao longo de seu lado oeste. Esta torre sobrevive até dois terços de sua altura original. Teria piso de madeira.

Em tempos de paz, as torres eram alugadas para uma variedade de usos e algumas eram ocupadas por eremitas. Esta torre pode ter sido usada para este fim, uma vez que no século 13 o eremitério de São Tiago na Parede foi construído nas proximidades. Em 1872, quando a área foi reconstruída, a cripta da capela do eremitério foi removida para Mark Lane, onde ainda sobrevive. 

Embora a vala da cidade tenha sido finalmente preenchida e o cemitério da igreja de St. Giles foi estendido até a muralha, a torre sobreviveu. Quase se tornou enterrado em terra despejada para elevar o nível do cemitério, mas foi descoberto durante a reconstrução de Barbican na década de 1960.”

Seguindo o desenho original, voce já passou pelas placas números 16 e 17, que estariam nessa parede, mas – ha ha ha – elas sumiram. Voltando o caminho, em direção à entrada desse jardim, là na rampa curvada, voce vai passar novamente pelas ruínas da Muralha Romana e das Torres Medievais. 

A Placa N.º 16 – Torre do Salão do Barbeiro-Cirurgião – essa placa estava originalmente localizado no jardim perto do salão dos Barbeiros-Cirurgiões e marca a torre medieval adicionada à parede aqui. Hoje você pode ver partes reconstruídas da torre medieval.

A Placa N.º 17 – Muralha da Cidade e Torre Medieval – Originalmente localizado ao redor e “atrás” da Muralha para marcar a união da muralha e a torre medieval. Hoje só tem as ruínas. 

A Placa N.º 18 – Portão Oeste do Forte Romano – está na entrada do estacionamento subterrâneo, ao fim da rampa. É bem provável que voce já consiga vê-la do ponto onde está. Dentro do estacionamento você consegue ver partes preservadas da Muralha de Londres e abertos ao público. 

“Antes da construção da seção oeste da estrada London Wall em 1959, as escavações revelaram o portão oeste do forte romano, construído em 120 DC. Ele tinha duas entradas flanqueadas em ambos os lados por torres quadradas.

Apenas a torre norte pode ser vista agora. Fornecia uma sala de guarda e acesso à passagem de sentinela ao longo da Parede. Grandes blocos de arenito formavam a base, alguns pesando mais de meia tonelada (500 kg). A alvenaria restante consistia em ragstone trazido de Kent. A sala da guarda dava para uma estrada de cascalho, que era dividida em duas por pilares de pedra que sustentavam os arcos que mediam os portões. Cada passagem era larga o suficiente para uma carroça e tinha um par de pesadas portas de madeira.

Correndo para o norte a partir da torre do portão está a parede do forte, com 1,2 m de espessura e o espessamento interno adicionado quando o forte foi incorporado às defesas da cidade romana por volta de 200 DC. O portão foi eventualmente bloqueado, provavelmente nos anos turbulentos de o final do século IV. No período medieval, o local do portão havia sido completamente esquecido.”

Para chegar à placa nº 19, suba novamente a rampa do estacionamento para a London Wall, vire à esquerda e atravesse na primeira travessia de pedestres. Em seguida, vire à direita e volte ao longo da London Wall. Vire à esquerda na passagem de pedestres na Noble Street. Eu acho essa parte da Muralha super interessante… 

As Placas N.º 19 e N.º 20 originais – City Wall & Roman Fort não existem mais, hoje temos uma versão moderninha delas! Elas estavam originalmente no lado oeste da Noble Street, mas desapareceu durante a modernização da area. Sem comentários! As novas placas são dois painéis de vidro com um diagrama e mais informações sobre a Muralha Romana e o Forte que havia neste local. Dá pra ver que além do Forte, haviam também algumas salas ou seriam quartos? Estábulos? Dá pra se ter uma boa nocão novamente da altura, da largura e da estrutura em geral da Muralha Romana que um dia protegeu a cidade. Voce vai ver uma placa em cada ponta dessa trecho das ruínas e não, elas não são iguais. 

Seguimos em direção então à última placa do passeio. A placa 21. Saindo da placa 20, continue reto até a Gresham Street. A sua direita voce tem mais uma igreja, a Igreja de Santa Ana e Santa Inês. Vire a direita e caminhe até a St. Martin’s-le-Grand, onde voce vai virar à direita novamente. A placa 21 está um pouco mais a frente, na parede à sua direita, no edifício. 

Placa N.º 21 – Aldersgate (City Gate)

“A crescente ameaça de ataques por saxões do Mar do Norte no século 4 levou ao fortalecimento das defesas da cidade. Era provável que o portão oeste do forte romano estivesse bloqueado e um novo portão fosse construído aqui nesta época. Este portão era de projeto militar romano tardio, com estradas gêmeas flanqueadas por torres salientes semicirculares. Eram construídas em alvenaria sólida e proporcionavam uma plataforma elevada para catapultas.

Aldersgate continuou como um importante portão no período medieval, pois dava acesso além do Muro e vala para o Priorado de São Bartolomeu, a Cartuxa de Londres e o mercado de gado e feira em Smithfield. Às vezes também era usado como prisão. Em 20 de outubro de 1660, Samuel Pepys escreveu “Eu vi os membros de alguns de nossos novos testadores, colocados em Aldersgate … Uma semana sangrenta esta e a última foram, sendo dez enforcados, desenhados e esquartejados.

Depois de ser danificado no Grande Incêndio de 1666, o portão foi reconstruído. Esta estrutura imponente foi finalmente demolida em 1761 para melhorar o acesso ao tráfego.”

Agora oficialmente o passeio da Muralha de Londres acaba aqui. A essa altura voce está quase na entrada do Museu de Londres que, mostra mais sobre a cidade e seu desenvolvimento. Eu ainda não o visitei, mas está na minha lista para quando a cidade reabrir, pós COVID-19. 

(Eu ainda não acredito que um virus parou o mundo, causando tanto caos e tantas mortes, direta e indiretamente. Isso é o tipo de coisa que a gente aprendeu na escola, coisa que acontecia há séculos atrás quando aparentemente a medicina, conhecimentos gerais, noções de higiene eram limitadas. Bom… me parece que a coisa não mudou muito no século 20, né?! Pleno século 21 e estamos vivendo tudo de novo.)

Ou, voce pode continuar o caminho da muralha até as margens do Rio Tamisa, porém esse parte não tem mais placas guiando. Então se for o caso, voce vi ter que seguir o mapa. Eu vou deixar aqui as ruas que voce deve seguir, mas confesso que não fiz essa rota. – dai fiquei com peso na consciência e voltei lá, quando eu editava esse post. –  

Os principais pontos de evidência da antiga Muralha de Londres a partir desse ponto são:

• Edifício Merrill Lynch em Newgate e Old Bailey (antigo local do Newgate)

• The Old Bailey (os tribunais penais centrais)

• Pilgrim Street e Pagemaster Court (antigo site do Ludgate)

  • Estação de Trem de Blackfriars

Eis o vídeo que fiz para o meu canal no Youtube…

Se quiser assistir, comentar, se inscrever no canal. Fique mega a vontade! hahahaha

É isso. Espero que tenham gostado, ou no mínimo que tenha sido interessante.

Beijinhos,

Cibele

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